Tema de redação: O sistema carcerário brasileiro
- Ray Marques

- 20 de mar. de 2021
- 2 min de leitura

A série "Carcereiros" estreada em abril na Globo, teve como foco mostrar a vida dos carcereiros nas penitenciarias brasileiras, porém, juntamente disso, puderam-se tomar consciência de diversos problemas que afligem as prisões no Brasil atualmente. A superlotação tem sido, entre eles, o principal agravante para o caos que se encontra o sistema carcerário brasileiro.
Dados mostram que nos últimos 27 anos o Brasil passou de 90 mil presos para 607 mil, esse aumento tornou-o o terceiro país com o maior número de presos, ficando atrás apenas da China e Estados Unidos. Rebeliões tem acontecido com extrema frequência e a consequência são as vidas perdidas com elas. Bandidos não estão "entrando na linha" e aprendendo a serem cidadãos de bem como deveria, e sim, se rebelando cada vez mais. Saem sem trabalho, sonhos ou expectativas de melhorarem, restando lhes, novamente, apenas a volta ao mundo do crime.
Maus tratos, péssimas condições de higiene e "maus elementos" que foram e são jogados de lado por uma sociedade que tem como lema "bandido bom, é bandido morto", um pensamento alegavelmente errôneo. Mas então, por que não pensar que bandido bom é bandido trabalhando? Se um país que não tem infraestrutura nem pra manter criminosos em uma cela, por que então ainda insistem em deixá-los lá, quando poderiam estar sendo bem mais úteis para a sociedade pagando suas penas com o trabalho?
Portanto, está claro que medidas são necessárias. Já passou da hora do governo rever esse sistema e fazer valer as leis de forma que se estabeleça um sistema penitenciário justo e humano. É preciso transformar principalmente a educação. Um ensino de qualidade é o que fará do homem um cidadão com maiores chances de se tornar de bem. Investir mais em aulas de teatro, dança, música e esportes nos presídios, como já é feito em alguns, oferecerá aos presos uma distração e algo que os levarão a quererem ficar longe do crime. Construir novos presídios e certificar-se de que os presos não estarão só promovendo gastos para o governo, como também ajudando na economia do país através do trabalho justo e honesto.








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